Já disse uma vez e repito:
Bem, na minha opinião deve se traduzir todos os palavrões.
Acredito que o diretor e o roteirista colocam o palavrão no filme por um motivo. Seja para construir o personagem, dar o clima de uma cena ou simplesmente chocar; se o palavrão está sendo dito, tem um motivo que os dois acham importante.
Li esses dias uma entrevista do roteirista do Closer sobre o filme:
"Alguns detalhes significativos, porém, ficaram intactos - a vida íntima das pessoas é apresentada de forma perturbadora e Marber consegue um efeito expressivo ao retratar uma conversa pela internet: Dan e Larry papeiam por meio de um chat sexual. Os atores não conversam, apenas digitam e seus escritos são projetados em um grande telão. Com a identidade resguardada, os dois trocam diálogos obscenos, como detalhadas descrições sexuais.
O dramaturgo diverte-se com o fato de palavrões ainda perturbarem as pessoas. Também gosta quando é tachado de cínico (''''Não acredito que eu seja; pelo menos, não mais''''). Só revela um certo desconforto quando é indagado se o texto é autobiográfico. ''''Nada daquilo aconteceu, mas tudo é verdade'''', responde, enigmático."
Verdade, imaginem essa cena sem os palavrões.
Bem, essa é a minha opinião. Não importa o que a pessoa fala, eu traduzo.


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